terça-feira, 22 de novembro de 2011

Encenarte - O Jogo como Atividade Dramática 2


"Unidades de Descoberta"

              Definindo uma ideia de criatividade, dizemos que ela surge quando brincamos, imaginamos ou sonhamos, e que para lidar com a arte é imprescindível preservar o espírito da criança que cada um tem dentro de si.

             Todos os artistas tem um prazer infantil quando trabalham. Por mais terrível, cruel ou amargo que seja o que criamos, tudo que tem origem no prazer infantil da brincadeira.

            O Jogo tem sua raiz no brincar da criança e a mudança das suas regras como fonte de novas atividades, é das contribuições sugeridas como conteúdo eficaz no processo de preparação do ator. Defendemos a necessidade de se estudar o brincar como um tema em si e não esquecendo de algumas propostas teatrais que abarcam o jogo no seu processo, propomos, baseado nas experiências efetuadas, a investigação mais acentuada e ampla desse material e sua aplicação no trabalho do ator, pois se trata de uma prática que conserva qualidades insuspeitadas na abertura de espaços para o fazer criativo de qualquer pessoa verdadeiramente interessada em atuação cênica.

            Como atividade livre, voluntária, espontânea, desligada de interesses materiais, o brincar implica confiança e concentração, envolve o corpo todo e a mente, e é acompanhado de um sentimento de tensão e de alegria capaz de absorver o ator de maneira intensa e total. O jogo faz de uma zona neutra e os impulsos criativos, motores e sensórios (que não são mediados pelo consciente), sua matéria prima, permitindo desenvolver em toda plenitude as necessidades de ritmo, harmonia, mudança, alternância, contraste, clímax, etc, que são requisitos fundamentais para a criação no teatro.

Encenarte - O Jogo como Atividade Dramática 1

    
     As atividades dramáticas desenvolvem-se, progressivamente, da infância à adolescência, obedecendo cada uma delas ao objetivo geral do teatro-educação, que visa estimular a auto-expressão do aprendiz.
     
        A auto expressão envolve espontaneidade, e esta só se manifesta num clima de liberdade e profundo respeito pela personalidade do outro.
    
        Ao mesmo tempo em que vão realizando as tarefas de modo ativo, voluntário e coletivo, vai-se pouco a pouco, descobrindo as tendências e anseios ao proporcionar-se atividades dramáticas através dos Jogos Dramáticos que permitam liberar a personalidade pela espontaneidade e formá-la pela cultura.
    
      A função dos Jogos Dramáticos é criar um clima de liberdade e acatamento que favoreça a livre expressão. Todo Jogo Dramático deverá sensibilizar para a descoberta de si próprio, do outro e do meio ambiente.

    Nas próximas postagens serão abordados diversos elementos, assuntos e dicas do fazer teatral. Acompanhem!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Filosofando...

"Estamos vivendo numa sociedade individualista, que favorece o sentido de responsabilidade individual, que desenvolve o egocentrismo, o egoismo e que, consequentemente alimenta a autojustificação e rejeição ao próximo".

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Eu Chovo, Tu Choves, ele Chove!

                        Hoje a abertura oficial do X Femute conta com a apresentação do grupo de teatro 100 critérios, "Eu chovo, tu choves, ele chove" dirigido por Carol Pego com apoio de Eduh Gevizier, aproveite a noite para prestigiar a peça...
a partir das 19:30 horas no plenário do fórum de Campo Novo do Parecis - MT.



                      O texto de uma das peças mais premiadas de Sylvia Orthof

Um clássico da dramaturgia infantil que pode ser montado em casa, na sala de aula e onde mais a imaginação mandar. Basta seguir as lições desta grande autora: simplicidade e criatividade. Quer ver? Com um guarda-chuva, algumas tocas de banho, pedaços de plástico azul e baldinhos de conchas se constrói o mundo mágico de Sylvia Orthof. Eu chovo, tu choves, ele chove ? uma de suas peças mais premiadas ? é um exemplo de que como é fácil fazer chover boas idéias.

Com seu texto ágil e divertido, Sylvia faz um delicioso e bem humorado elogio à liberdade. De uma forma absolutamente original, a autora nos mostra como um simples pingo de chuva pode subverter a ordem estabelecida e transformar a vida numa grande aventura.

Um chuveiro mandão, uma sereia perua, um ovo mudo que aprende a falar de repente, uma ova muito prendada e um pingo de chuva atrapalhado. Tudo pode acontecer quando essa turma do barulho se encontra. O chuveiro pode perder o reinado e a sereia, a pose. O ovo pode virar um belo príncipe e a ova, uma princesa. No mundo de Sylvia Orthof não há limites para imaginação.

Festival de teatro inicia hoje!


Arte: Betho Nonenmacher

Com o tema "Só o que está morto não muda" (Clarice Lispector), o X Festival Municipal de Teatro (Femute) de Campo Novo do Parecis inicia hoje (07) e segue até o dia 10 de novembro, no Plenário do Fórum.


Promovido pelo Ponto de Cultura Ninho do Sol, um projeto do Teatro Ogan, e apoioado pelo Governo Municipal e Secretaria Municipal de Educação e Cultura, através do Departamento de Cultura, a 10ª edição do Femute será constituída de duas modalidades: infanto-juvenil (espetáculos montados por crianças) e adulto (espetáculos montados por adultos).


O ingresso é simbólico: R$ 2,00 e serve para custear as despesas do Festival. Crianças abaixo de 7 anos, portadores de necessidades especiais e idosos acima de 60 anos não pagam ingresso.


Acompanhe a programação de hoje:


19h30 - Abertura Oficial


Cena Curta convidada - Os Repetentes
Grupo Revelação de Teatro
Direção: Fran Almeida


1. Espetáculo: Eu chovo, tu choves, ele chove...
Autoria: Sylvia Orthof
Direção: Karol Pego
Grupo 100 Critério


Sinopse:
Era uma vez... Um chuveiro mandão, uma sereia perua, um ovo mudo que aprende a falar de repente, uma ova muito prendada e um pingo de chuva atrapalhado. Tudo pode acontecer quando essa turma do barulho se encontra. O chuveiro pode perder o reinado e a sereia, a pose o ovo pode virar um belo príncipe e a ova uma princesa... Sigamos nessa bela historia.


2. Espetáculo: Os Saltimbancos
Autoria: Chico Buarque
Direção: Fran Almeida e Franciele Almeida
Grupo Revelação de Teatro


Sinopse:
O espetáculo narra a história do encontro de quatro animais (um jumento, um cachorro, uma galinha e uma gata), que devido a maus tratos, fugiram de seus patrões. Juntos decidem formar um grupo musical e rumam à cidade para começar a carreira artística. No caminho...

Vá ao Teatro!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Roberta Xavier... eh Saudadinha...



Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás

Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Vocé é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim

Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir
No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O lobo do Homem"


Houve um tempo em que os homens
Em suas tribos eram iguais
Veio a fome e então a guerra
Pra alimentá-los como animais
Não houve tempo em que o homem
Por sobre a Terra viveu em paz
Desde sempre tudo é motivo
Pra jorrar sangue cada vez mais.
O homem é o lobo do homem!
O homem é o lobo do homem!
Sempre em busca do próprio gozo
E todo zelo ficou pra trás
Nunca cede e nem esquece
O que aprendeu com seus ancestrais
Não perdoa e nem releva
Nunca vê que já é demais.



Historicamente:

Em tempos, o lobo e o homem caçavam lado a lado.

Quando a certa altura o homem deixou de ser nómada e iniciou o cultivo da terra e a criação de animais tentou também domesticar o lobo. Eis que surge o conflito entre os dois seres vivos (lobo/homem). O lobo é um animal selvagem com as suas presas naturais, devido à domesticação por parte do homem o lobo foi perdendo as suas presas, pelo que teve por vezes de atacar os animais domesticos.

Como o homem perdeu a sua relação com a natureza passou a ter medo do lobo. Medo este que o levou a entrar numa luta desleal, "combate" com armadilhas de ferro, veneno, espingardas e até mesmo aviões. A "vitória" do homem sobre o lobo teve como troféu a extinção deste ser vivo nalgumas zonas e a diminuição drástica do seu número em países como Portugal ou Espanha.

Podemos comparar o homem com o lobo: o lobo só ataca a especie Homo sapiens sapiens quando está doente com raiva; na especie humana temos respectivamente, os maníacos homicidas. Contudo, o homem torna-se mais perigoso que o lobo, pois é capaz de matar individuos da sua própria espécie, não por instinto ou necessidades alimentares, mas por sentimentos como a ira ou a raiva...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

"Dizem que o tempo nunca está a nosso favor. Não penso assim. Em alguns momentos temos que ajustar a posição das velas para que nosso barco nos leve para a direção correta. Ventos fortes podem nos desviar do caminho, mas sempre haverá tempo para tomarmos nosso rumo novamente. O que não pode é ir contra ele."